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Às minhas mães

  • Foto do escritor: Leo Xavier
    Leo Xavier
  • 5 de mai.
  • 3 min de leitura

Elas têm sustentado o meu mundo sem fazer barulho,

com uma força que organiza a minha vida.

            Quando paro, mesmo que por um instante, e olho a minha história com um pouco mais de silêncio, percebo algo que talvez, na correria cotidiana, passe despercebido: eu nunca caminhei sozinho. Sempre houve mãos que sustentaram, vozes que orientaram, presenças que acolheram, sem nada pedir, muitas vezes sem sequer serem percebidas, talvez pelo meu egoísmo, na dimensão do que faziam. E, em todas essas presenças, há algo em comum: o jeito de cuidar, de permanecer, de sustentar…

            Hoje, escrevo não apenas como reflexão, mas como um gesto de reconhecimento. Um depoimento de alguém que teve — e tem — o privilégio de ser profundamente amparado por mulheres que carregam, cada uma a sua maneira, o significado mais completo da palavra mãe. Fui privilegiado, a vida foi generosa comigo, pois tive, e tenho, mais de uma mãe.

            Minha mãe biológica, que me deu o primeiro colo e os primeiros valores; minha sogra, um amor que a vida me deu, minha mãe espiritual, que me acolheu como filho e ampliou o sentido de família e me ensinou a confiar quando a lógica não bastava; minha esposa, mãe dos meus filhos, que transformou amor em construção diária, em presença, em base sólida; minha filha e minha nora, que hoje vivem o milagre de serem mães dos meus netos, dando continuidade a esse ciclo que nunca se rompe; e, minha cunhada, minha querida de uma vida, que, mesmo sem ter filhos, foi e é mãe dos meus filhos, ajudando a formar, a educar e a cuidar.

            Quando olho para tudo isso, não vejo apenas relações, vejo alicerce, sustentação. Porque ser mãe não é apenas gerar. É sustentar, muitas vezes em silêncio, aquilo que ninguém percebe, porém faz toda a diferença. A mãe é a fortaleza da casa. É aquela que, quando diz não, educa, orienta, cuida, protege e quando insiste, constrói. É base, é estrutura, é centro. É quem segura quando tudo parece soltar. E talvez o mais impressionante seja isso: fazem tudo isso sem buscar reconhecimento. Como se fosse natural carregar o peso do invisível. Como se fosse simples, manter de pé aquilo que, sem elas, desmoronaria.

            Reexaminando minha trajetória, tenho clareza de algo que talvez só o tempo ensine: nós, homens, muitas vezes ocupamos o espaço da fala, da decisão aparente, da direção. Todavia, e em nome da verdade, somos sustentados por uma força que não compete, não disputa, não aparece, apenas existe e sustenta. E isso muda tudo.

            Por isso, este não é apenas um texto, é um agradecimento de um filho, de um genro, de um marido, de um pai, de um cunhado e de um sogro apaixonado. Um agradecimento profundo à Lorena, à Alda, à Cristina, à Carla, à Luiza e à Marina. Mulheres que, com seus nomes, seus rostos, seus sentimentos e suas histórias, não apenas fazem parte da minha vida, mas ajudaram a construi-la. E, mais do que isso, ajudam todos os dias a sustentar a vida do meu mundo e da minha família.

            Se existe um centro na vida, ele não é um lugar, são as pessoas que te cercam na tua mais profunda intimidade. E, na minha história, esse centro tem presença, tem força, tem significado, e tem o nome de MÃE.

 


 
 
 

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